domingo, 4 de agosto de 2013

Saudade de inverno





Seu queixo imperativo jamais aceita que errou, chora todas as noites sobre seu travesseiro e entres os lençóis, suas lagrimas secam sozinhas. 

Dorme ao lado quem não ama. Sufoca seu grito e não da o braço a torcer, morre e renasce a cada dia. Aprendeu a sofrer, criou seu próprio escudo. Anda todos os dias uma hora para trabalhar e se mistura a multidão sendo apenas mais uma pessoa com semblante triste.

Diz que já superou, que já esqueceu completamente a caneca, o chá, a tigela, a sopa quente, o poeta. Amarga o fel em sua boca pequena e aperta seus olhos que se tornam ainda mais pequeninos. Ainda é inverno e a tigela continua no armário e a caneca continua com chá quente e o poeta ainda escreve por você.